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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Atraídos pela diferença


Aposto que você já reclamou do fato dele (ou dela) ser tão diferente de você. Você é tão racional e seu amor tão emoção. É sempre assim, um tão organizado e o outro tão bagunçado; um tão ácido, o outro tão doce; um quer caminhar no parque ao entardecer, o outro que pular de para-quédas.
Ou, falando de sexo, um quer se deliciar com um sexo ousado, selvagem e despojado; o outro... quer o carinho e os olhos nos olhos de um romântico papai-e-mamãe.

É isso ai, se você está se perguntando por que foi apaixonar por uma pessoa tão diferente de você; a resposta pode estar nos genes.
É isso que diz a geneticista brasileira Maria da Graça Bicalho que participou de um congresso que reuniu a nata dos geneticistas do mundo. Ela explica que "a chave do mecanismo que nos leva a procurar parceiros geneticamente diferentes está num trecho do genoma conhecido como Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC), responsável pelo sistema imune".

Ou seja, escolher um companheiro com o tal MHC o mais diferente possível do seu garante uma prole com defesas fortes.
Por mais que não resolva, saber disso ajuda a entender.


Adaptado de Marie Claire.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Raiva


As vezes tenho raiva de Deus.
Sei que Ele está sempre certo, que é infinitamente bom e, principalmente, soberano. Eu sei, mas isso não muda o fato de que às vezes tenho muita, muita raia.
Talvez seja porque minha finitude se desespera diante da infinitude d'Ele; ou talvez, porque os pensamentos meus jamais alcancem os d'Ele. Talvez minha impotência em meio às minhas angústias agravam meus desespero frente à assustadora onipotência d'Ele. Talvez não seja nada disso, talvez seja outra coisa... só sei que às vezes tenho raiva.