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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ela me lembra a Maitê

 a personagem que a Maitê está interpretando
na novela das 8 na Globo,
desperta minha imaginação.

Ela me lembra a Maitê.
Pode ser o seu indelével frescor de menina
Ou talvez pela sofisticação que nela se vê
Mas é provável que seja outra coisa que me fascina.

A paixão à flor da pele além do que se pode ver
O calor do desejo acedendo seus olhos cor de mel
que brilham com mil mistérios e é bom crer
pois seu sorriso esconde um inferno e todo o céu.

Tento em vão impedir cada nervo meu de estremecer
À suave provocação, sensual visão dela naquele jeans
E perco-me no perfume seu que incita meu querer.

Seus sapatos vermelhos transtornam meu olhar
E seu cheiro me enlaça como seu sorriso faz enrubescer
Te olho abobalhado e penso em tudo, menos na Maitê

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Morre lentamente...


Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve musica, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Morre lentamente...

*

* * *

Infelizmente é dificílimo saber a autoria de alguns belos textos como esse,
que na maioria dos lugares á atribuído a Pablo Neruda.
Foto: daqui

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

simples assim


Cabalisticamente seu olhar Idílico instiga Naturalmente o Amor... que em mim Resplandece como o sol Ao meio-dia.


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"desvia de mim os teus olhos, porque eles me pertubam".
Cantares 6.5

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Polimorfia


Há algo de especial na vida quando ela expande seus limites,

Além dos naturais ou simplesmente visíveis

E até mesmo aceitáveis.

A vida não se basta nessa curta existência

E burilamos tantos e tão abundantes ideais

Que ela em seu ritmo natural não nos seria para tanto suficiente.

Buscamos mais ar, cansamos e não nos damos descanso,

Revigoramos a força, a urgência e o prazer.

Uma riqueza que da sabedoria nos leva a preciosidades

Que resultam em nós na sensação

De não nos agüentarmos em nós mesmos.

É a vida transbordando de Vida.


* * * * *

Ao contrário do que muitos pensam, só o amor pode fazer isso.

A luxúria, a lascívia, a devassidão... tudo isso diverte, mas também tudo isso é estéril, sem vida.

Só o verdadeiro amor pode fazer a vida de vida transbordar.


foto: Nuri